CULTURA
Ambição é fazer a Rabeca chorar
Foto: Raphael Pontual
"O povo brasileiro possui uma das mais ricas culturas musicais do mundo. Infelizmente, a maioria desconhece essa cultura. A grande mídia impõe o que a maioria da população escuta”. Cláudio Rabeca
CARTOGRAFIA DA MÚSICA PERNAMBUCANA
por Antonio Nelson
Ele é discípulo de Mestre Salustiano. Com apenas dois meses de aula com Mestre Salu já tocava na Rabeca diversos gêneros musicais da cultura pernambucana. Seu desafio inédito! Tocar chorinho na Rabeca. Cláudio Rabeca - compositor, cantor, produtor do CD Rabequeiros de Pernambuco e do DVD Cavalo Marinho Estela de Ouro, líder do Quarteto Olinda, carrega no íntimo a constante ambição de fazer a Rabeca chorar. Para tirar lágrimas da Rabeca, Cláudio Rabeca se debruça com profundidade no estudo histórico do Chorinho.
Recentemente Cláudio Rabeca desembarcou no Brasil, após uma turnê na Bélgica, em nove cidades (Quarteto Olinda em Sintiniklaas). Tocou com a Conquista de Olinda e Dona Cila do Coco. Foram cinco shows inéditos em distintas cidades do país europeu.
Num diálogo intermitente, através do ciberespaço Salvador/Recife – Salvador/Bélgica, Cláudio Rabeca partilhou comigo com exclusividade sobre sua trajetória musical!
Desde 2002, Cláudio Rabeca migrou para a capital pernambucana. A paixão pelo multiculturalismo do Leão do Norte lhe impulsionou a construir laços afetivos sólidos com diversos artesãos da melodia nordestina, em especial da cidade do Recife. Para ele, a consolidação do mercado e a residência da irmã na capital pernambucana facilitaram as coisas. Potiguar de nascimento, mas cidadão recifense, após se deleitar no som banda Mestre Ambrósio, Cláudio Rabeca declara ter a banda como influência decisiva para aprender os primeiros tons com Mestre Salu. Para Cláudio Rabeca, Chico Science, Nação Zumbi, Fred 04, Silvério Pessoa, Otton, Lenine e Lula Queiroga são ícones preciosos que pertencem ao caldo cultural de Pernambuco. Mas quando a questão são artistas locais “contemporâneos”, onde a criatividade é previsível para muitos, Cláudio Rabeca revela nomes desconhecidos pelo público brasileiro e grande mídia. A resposta vêem na ponta-da-língua: Caçapa, Alexandra Leão, Silvério Pessoa, Pouca Chinfra, Siba, Orquestra Contemporânea de Olinda, “Banda Eddie”, Issar e, Academia da Berlinda.
Com cordas de pescar, aos 14 anos, Cláudio Rabeca pegou o violão do pai e começou a tocar Heavy Metal de ouvido. Gêneros diversificados não faltam: Beatles, Clássico, Forró da década de 1950 e 60, principalmente Ary Lobo, Jackson do Pandeiro e Gonzagão já passaram por seus acordes. Cláudio Rabeca é um ser humano multifacetado. Já foi Head Banger. Teve cabelo grande, usou roupas pretas! Começou a ouvir Heavy Metal em 1989. Iron Maiden, Metallica, Slayer; e bandas brasileiras... Para acalmar a mente, confessa, ainda escuta CDs de Metal, principalmente Daeth Metal melódico como Bolt Thower e Paradise Lost. Mas vai mais além, gosta muito de Ross Daly, da Grécia. Ross Daly faz música Modal, com influencias das culturas Árabes, e do norte da África e Europa. Ali Farka e Fela Kuti são seus artistas africanos preferidos. No Leste europeu, aprecia e teve um contato com o Klesmer. Que são Judeus. E tocam com vários instrumentos, predominantemente com Clarinete, Violino e Acordeon. Pois, Cláudio Rabeca se identifica bastante com Klesmer.
Em 2004 pisou no chão com o CD do II Festival Syngenta de Música Instrumental de Viola. Gravou o DVD Cavalo Marinho Estrela de Ouro, em 2005. No mesmo ano recebeu convite para fazer parte do Quarteto Olinda, onde fizeram temporada de Forró no Bar Pitombeira. O Quarteto Olinda ascendeu significativamente na metrópole.
A partir de 2009, Cláudio Rabeca grava seu primeiro CD, Luz do Baião, um disco com arranjos fortes e identidade marcante. Simultaneamente, com o Quarto Olinda, confecciona o CD sob o título do nome da banda. Em 2011, Cláudio Rabeca produziu o CD Rabequeiros de Pernambuco.
Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e Minas Gerais estão na agenda de dezembro do Quarteto Olinda, onde divulgará seu disco solo Luz do Baião. A turnê nacional tem as participações especiais de Nicolas Krassik, Cacai Nunes, Pereira da Viola e Ivan Vilela.
Ao recordar das dificuldades iniciais, a labuta para se profissionalizar tecnicamente, seja como músico ou produto, são registros na memória que lhe serviram de aprendizado, além das questões burocráticas que envolvem negociações, desde gravações as produções de shows. Como fonte de inspiração! “Minha vida e memórias”,confessa. Questionado se é imprescindível a disciplina de música nas escolas, sem hesitar, assevera: “O povo Brasileiro possui uma das mais ricas culturas musicais do mundo, e infelizmente, a maioria desconhece essa cultura, a grande mídia impõe o que a maioria da população escuta. Precisamos educar nossos jovens, não apenas para tocar instrumentos e serem músicos, mas mostrá-los nossa cultura e suas possibilidades. Podemos ajudar a ensinar a ouvir música, a respeitar as diferenças, a buscar algo novo, essas coisas”.
Cláudio Rabeca destaca seu desejo de tocar na Bahia: “nunca toquei na Bahia, acho que falta criar essa ponte entre esses dois gigantes que são Pernambuco e Bahia, infelizmente não surgem convites, ou não sabemos chegar...”, declara. Tom Zé, Gil e Caetano, Novos Baianos e Elomar sempre estão no repertório auditivo de Cláudio Rabeca. Curitiba, Porto Alegre, Florianópolis, e o norte brasileiro - Belém, Manaus e Rio Branco são territórios que ele deseja também desbravar.
O Quarteto Olinda está em fase de composição do segundo CD. Cláudio Rabeca é mais um artesão da música pernambucana que rompe com o mercado fonográfico da mídia disponibilizando seu ofício no My Space – Cláudio Rabeca.
- Tocar Chorinho na Rabeca é difícil?
“É um pouco difícil sim, acho novo para o instrumento, principalmente por eu ser Rabequeiro de formação. Não passei pelo Violino antes, pois existem alguns violinistas que tocam Choro, inclusive na Rabeca, como venho da tradição do Forró e do Cavalo Marinho, tento injetar esse sotaque aos Choros. Por enquanto, toco apenas Doce de Coco, Naquele Tempo, Eu quero é Sossego e Lamento”.
Cláudio Rabeca e o Quarteto Olinda "sempre" tocam no carnaval multicultural do Recife. Na capital pernambucana, a decisão em socializar o carnaval tornou-se visível através das realizações de shows de cantores e bandas locais, internacionalmente conhecidos como Lenine, Silvério Pessoa, Cordel do Fogo Encantado, Mundo Livre S/A, Nação Zumbi, e principalmente grupos e blocos afro-brasileiros que se apresentam nos bairros nobres e periféricos.
Mas é em bairros do Recife como Ibura, na periferia, Pina, na zona sul, Casa Amarela, bairro nobre, e Marco Zero, no Recife Antigo, que recifenses e estrangeiros assistem a abertura do carnaval multicultural da cidade, com o percussionista negro Naná Vasconcelos, orquestrando os tambores afros. A platéia também já teve oportunidade de assistir shows de artistas nacionais como Marisa Monte e Elza Soares. Por determinação do ex-prefeito João Paulo (PT), os artistas locais passaram a se apresentar na periferia. Caso o artista recusasse apresentação, privilegiando bairros nobres, não teria oportunidade em nenhum outro lugar. O objetivo é não fazer distinção de classe. A prefeitura se “apropriou” do conceito de multiculturalismo e decidiu acabar com a existência e o aumento da privatização do carnaval.
Cláudio Rabeca adora ler. O gosto pela leitura incitou o ímpeto e o prazer de degustar as biografias de Jackson do Pandeiro, João Silva, mas tem preferência por João Cabral de Melo Neto.
A ambição de ver a Rabeca lacrimejar tem um ar peculiar. Os que tocam Choro na Rabeca vieram da música clássica, são violinistas, Nicolas Krassik (RJ) e Jeferson Leite (GO). Parafraseando o poeta, navegar é preciso. Ambicionarmos o Choro por Cláudio Rabeca também é preciso.
Escute - Rabeca Enxerida, Herança e Sábio Pescador aqui!
*Texto original publicado no blog Sentinelas da Liberdade.
*Texto original publicado no blog Sentinelas da Liberdade.
O baterista pernambucano Peu Lima
“Percebemos nos shows que mais pessoas cantam nossas músicas. E isto talvez seja resultado do nosso ideal, que é dar as músicas para o mundo. Disponibilizamos o disco para download com o intuito de também alcançar esse objetivo”.
Foto: Paloma Amorim
CARTOGRAFIA DA MÚSICA PERNAMBUCANA
Desde criança, Peu Lima, 29 anos, apresentava sensibilidade para tirar sons das cadeiras, mesas, e objetos que transmitissem sonoridades "similares" à bateria. Na infância, seu pai o colocava na cacunda para assistir diversos gêneros e ritmos carnavalescos do Recife e Olinda, em Pernambuco. As consequências surtem na batera. Dos bairros Casa Forte, Rosarinho e Parnamirim - Thiago Hoover, Luccas Maia, Weré Lima, Igor Bruno e Peu Lima são os Mamelungos de Recife. Confira!
Antonio Nelson – O nome da banda me remete no tempo em que meus pais me levavam no Recife para assistir os Mamulengos. Qual a identificação de vocês?
Peu Lima – É mais uma questão da cultura de Pernambuco. Coisa de criança lúdica. Fazemos com alegria. Com o intuito de gerar o bem comum da sociedade. E quando pensamos no nome, fomos inspirados também na mistura de raças, o Mameluco. Além disso, o Malungo de Chico Science. A união disso tudo gerou um nome forte aqui. Criou-se um conceito, um modo de vida, que é fazer o bem. Surgiu uma família composta não só por nós, mas pelos amigos, fãs etc. Como a gente costuma falar: “nós vamos mudar o mundo”. Acreditamos que temos essa possibilidade. Produzimos as músicas e entregamos para o mundo, e esta atitude nos dão muitas coisas boas em troca. Estimula perseverança!
Antonio Nelson – Todos vocês são cantores, compositores e arranjadores. Um ar de ineditismo! Como é o processo de criação?
Peu Lima - Essa é uma boa questão. Muitos nos questionam por não possuir uma identidade sonora como nos viram em outros trabalhos. Mas, acreditamos que nossa identidade é justamente a pluralidade do som, a diversidade. Tocávamos em outros trabalhos, e já tínhamos feito apresentações juntos. Foi quando surgiu a ideia de reunir cada componente com suas músicas e fazer a banda. Pois, a união poderia dar certo. O processo de composição foi basicamente individual. Juntamo-nos, e cada um foi mostrando sua música. Depois concebemos a ideia de como seria. Cada um acrescentou seu instrumento e suas influências na música do outro, gerando uma mistura que agradou a nós e a nossos amigos. Diga-se de passagem, temos muitos amigos. Eles foram extremamente importantes para chegarmos até aqui. Depois de três anos de banda o processo mudou um pouco. Já sabemos como o outro toca e fica mais fácil conceber resultado final. Em geral, um faz a música e mostra. Os outros ouvem e acrescentam. Mas somos livres para dar ideias um para o outro.
Agora, por exemplo, vamos dar atenção a uma música que foi composta em parceria entre Luccas (vocal) e Igor ( guitarra). Fizemos Produção Fonográfica na Associação de Ensino Superior de Olinda (AESO). Isso contribuiu para que pudéssemos trabalhar em conjunto e desenvolver nosso trabalho no dia a dia. Ainda bem que crescemos num ambiente rico em cultura, e cultura musical nem se fala!
Temos a felicidade Silvério Pessoa como amigo nosso. Thiago Hoover toca com ele também. Chamamos Silvério para fazer uma participação num show nosso. Ele aceitou de imediatamente. E foi muito bom! Silvério chamou Hoover para tocar na banda dele... E assim vem sendo. Eles fizeram uma temporada na França com La Talvera, uma banda da Occitania. Estev na Holanda e na Bélgica também.
Participamos do show do Ventilador Sonoro com Otto e Academia da Berlinda. Na ocasião também convidamos Lula Queiroga, que já tinha nos convidado para participar do lançamento do novo disco dele. Cantamos "Atirador", em 10 de dezembro de 2011.
Crescemos escutando muita música boa... Para nós (risos). As influências vieram de muitas partes, mas principalmente de nossas famílias. Mas enfim, escutamos de tudo por aqui. Alguns têm mais influências do Rock, outros do Samba, mas a MPB estava sempre misturada! Posso dizer que no começo da múscia Fanfarra, a bateria é de Bossa Nova. Mas falo de MPB em geral: Geraldo Azevedo, Chico Buarque, Caetano... Alceu Valença.
Foto: Bruna Coutinho.
Antonio Nelson – Maculelê, Caboclinhos, Ciranda, Maracatu de Baque Solto, e Baque Virado; Vassourinhas, Frevo... Gêneros e ritmos musicais múltiplos em Pernambuco. É desafiante reunir tudo?
Peu Lima - Crescemos ouvindo e escutando muita música boa (risos). As influências vieram de muitas partes, mas principalmente de nossas famílias. Escutamos de tudo por aqui. Alguns têm mais influências do Rock, outros do Samba, mas a MPB estava sempre misturada! De maneira até inconsciente. Agregamos e absorvemos muito da música pernambucana. Terminamos por acrescentar ao nosso som essa multiplicidade, mas de uma maneira que não foi forçada, entende? Não dissemos: aqui é um maracatu ou uma ciranda. As coisas foram fluindo e convergiram para arranjos com toques das raízes de Pernambuco. E é muito bom ter a possibilidade de reunir tudo. Somos bastante ecléticos e abertos a novos sons. Isso nos ajuda muito.
Antonio Nelson – Quais os ícones locais e nacionais que lhes inspiram?
Peu Lima – Di Melo é um cara que a gente curte. Gilberto Gil, os Novos Baianos são massa! Lenine e Lula Queiroga também locais e nacionais. Pô! Eu mesmo ouvi muito Chico Science e Mundo Livre S/A.
Antonio Nelson – O que torna o Carnaval do Recife Multicultural?
Peu Lima – A prefeitura divide o carnaval em pólos descentralizados. Assim pode fazer com que estilos musicais diferentes sejam apresentados. O povo pode ir de acordo com o som que agrada mais e tem a opção de conhecer outros trabalhos. É uma coisa bem interessante, pois não fica com aquela coisa de: Carnaval é frevo! Carnaval também é frevo!
Antonio Nelson – Vocês dispõem o download do CD no site da banda. Quais as consequências?
Peu Lima – “Percebemos nos shows que mais pessoas cantam nossas músicas. E isto talvez seja resultado do nosso ideal, que é dar as músicas para o mundo. Disponibilizamos o disco para download com o intuito de alcançar esse objetivo”.
Foto: Bruna Coutinho
Antonio Nelson – Como descobriu a percussão? O que representa pra você?
Peu Lima – Tenho flashes de memória de quando era pequeno, acho que uns 03 ou 04 anos de idade, do meu pai batucando em tudo... Televisão, mesa, cadeira...E eu via aquilo e ficava impressionado. Mas era só a curtição dele... Ele só sabia tocar piano, e há muito não tocava, pois era obrigado pelos meus avós. Eu já acordava nos finais de semana com música e via meu pai batucando nos objetos... Então meus brinquedos eram instrumentos musicais de criança. Ele fez uma tuba para mim com um bocal de verdade, um arame envolto por uma mangueira e um pinico na extremidade! (risos). Mas o que mais me interessava era o batuque. Pedro Enock Ferreira de Lima, para ser mais exato.
Meu pai era morador de Olinda também... Então, todo carnaval eu ia pra casa dos meus avós e brincava carnaval no ombro do meu pai. O lugar que eu mais gostava de ficar era ao lado dos músicos das Orquestras de Frevo vendo eles tocarem. Era o melhor do carnaval.
Peu Lima – Tenho flashes de memória de quando era pequeno, acho que uns 03 ou 04 anos de idade, do meu pai batucando em tudo... Televisão, mesa, cadeira...E eu via aquilo e ficava impressionado. Mas era só a curtição dele... Ele só sabia tocar piano, e há muito não tocava, pois era obrigado pelos meus avós. Eu já acordava nos finais de semana com música e via meu pai batucando nos objetos... Então meus brinquedos eram instrumentos musicais de criança. Ele fez uma tuba para mim com um bocal de verdade, um arame envolto por uma mangueira e um pinico na extremidade! (risos). Mas o que mais me interessava era o batuque. Pedro Enock Ferreira de Lima, para ser mais exato.
Meu pai era morador de Olinda também... Então, todo carnaval eu ia pra casa dos meus avós e brincava carnaval no ombro do meu pai. O lugar que eu mais gostava de ficar era ao lado dos músicos das Orquestras de Frevo vendo eles tocarem. Era o melhor do carnaval.
Com meus amigos de prédio montamos uma banda e eu tocava atabaque. Viajamos para o exterior. Somos amigos de longas datas. Resolvemos comprar instrumentos de verdade! Meu amigo e eu compramos uma guitarra, cada um. Outro um violão, e o terceiro um baixo... Nada de bateria. Meu instrumento era a bateria, e o guitarrista só tinha um violão... Então,então vendi a guitarra a ele para comprar minha bateria...Isso em 1997... E estou até hoje.
Sempre tive o apoio da família. Penso que isso é um ponto crucial na carreira de um músico. meus pais vão aos shows. Mas meu pai vai menos. Ele viaja muito por causa do trabalho. Minha mãe vai sempre que o show é cedo! (risos). Ela sempre reclama dos horários! Mas ela é fanzona! Curte demais. Assim como os pais dos meninos.
Antonio Nelson – Qual a relação de vocês com Olinda? Na música, Fanfarra, as tradições carnavalescas de Olinda são ilustradas.
Peu Lima - Olinda é uma terra diferenciada. A arte está no sangue dos que vivem lá. Em 2011, tocamos mais do que em qualquer outro lugar. O mercado Eufrásio Barbosa foi o local. Foram no mínimo cinco apresentações. Ganhamos vários amigos. O número de pessoas que curtem a banda aumentou bastante, e ainda está crescendo. Nossa música foi bem recepcionada por Olinda. Esperamos tocar muito por lá.
Antonio Nelson – Em quais os lugares mais importantes vocês fizeram shows? Qual região o público impactou mais? Já tocaram em outros estados?
Peu Lima - O ano de 2011 foi muito bom para a banda. Já começamos na prévia do bloco Guaiamum Treloso. Abrimos os shows de Nando Reis e Otto. E em seguida rolou o Abril Pro Rock. A partir daí as pessoas passaram a olhar a banda com outros olhos. Estaremos em SP no mês de março. No You Tube temos vídeo da retrospectiva 2011. Fizemos um show incrível na Livraria Cultura. A livraria ficou cheia. As pessoas ficaram de fora... Emocionante foi tocarmos no carnaval na comunidade Alto José do Pinho, no Recife.
Antonio Nelson – Em quais os lugares mais importantes vocês fizeram shows? Qual região o público impactou mais? Já tocaram em outros estados?
Peu Lima - O ano de 2011 foi muito bom para a banda. Já começamos na prévia do bloco Guaiamum Treloso. Abrimos os shows de Nando Reis e Otto. E em seguida rolou o Abril Pro Rock. A partir daí as pessoas passaram a olhar a banda com outros olhos. Estaremos em SP no mês de março. No You Tube temos vídeo da retrospectiva 2011. Fizemos um show incrível na Livraria Cultura. A livraria ficou cheia. As pessoas ficaram de fora... Emocionante foi tocarmos no carnaval na comunidade Alto José do Pinho, no Recife.
Antonio Nelson – Na música, Ainda tô achando, vocês cantam: “e se a regra for mesmo correr feito um louco, quando eu ouvir o pipoco eu vou sentar no chão, no meio da multidão”. Vivemos num mundo caótico? Vocês são foras da lei como asseveram na composição?
Peu Lima - O mundo é caótico porque as pessoas não se respeitam. Somos fora da lei? Quem não é? Vivemos numa época em que as leis não condizem com a evolução dos hábitos e costumes da sociedade.
Antonio Nelson - Nas composições de vocês é notável um tom infanto-juvenil. Lembro dos Saltimbancos. Alguma relação?
Peu Lima - A trilha sonora dos Saltimbancos é muito legal. Acho que pode ter alguma lembrança na música Colemim. Mas não foi nada pensado. Nossas músicas têm um estado de espírito jubiloso.
Peu Lima - A trilha sonora dos Saltimbancos é muito legal. Acho que pode ter alguma lembrança na música Colemim. Mas não foi nada pensado. Nossas músicas têm um estado de espírito jubiloso.
Entrevista realizada originalmente par ao site do Luis Nassif
Pela internet: jornalistas mostram com quantos cliques se faz um livro
“O jornalista como um poeta delicado, sempre acha o rascunho mais fiel do que o publicado”, na definição do poeta e também jornalista gaúcho Mário Quintana. A mão pesada de editores foi um dos impulsos para os jornalistas Antonio Nelson e Franciel Cruz buscarem nas ferramentas digitais a liberdade nem sempre possível nas redações tradicionais e editoras comerciais. Com temáticas e estilos bem diversos, os dois se lançaram em aventuras literárias pela internet por caminhos diferentes.
Para alcançar o público, além do processo industrial (produção gráfica) as obras literárias precisam chegar às livrarias espalhadas pelas cidades de todo o país e disputar a atenção de leitor com uma infinidade de outros impressos. Mas a internet está ao alcance de todos através de computadores, tablets e smartphones, e isso tem contribuído com o trabalho de escritores até bem pouco tempo invisíveis ao grande mercado editorial.
Antonio Nelson Lopes Pereira, 39, pernambucano de nascimento e jornalista formado na Bahia ainda inovou ao buscar a liberdade possibilitada pela rede. Além do formato digital, “A batalha dos blogueiros”, seu livro de estreia, é o primeiro eBook à venda no Brasil em bitcoin, a moeda digital. Estudioso das novas tecnologias desde a graduação, Antonio Nelson, acredita que o mundo digital possibilita novos modos de produção e disseminação do conhecimento em plataformas online. “Podemos vender nossa produção e ser um grão de areia nas barreiras de um livro físico, que exige ter muito nome no mercado e consequentemente conseguir uma boa editora. Tenho preferência pelo eBook e a nova geração está cada vez mais fazendo uso do livro digital, onde rompe fronteiras, tem a liberdade de criar, o jornalismo de memória, a economia criativa e outros atributos que o futuro do presente nos vem oferecendo.”
A ideia foi concebida durante um “momento difícil que o país enfrentava, durante o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff”, conta. “A Batalha dos Blogueiros nos traz diálogos exclusivos com Paulo Henrique Amorim, Luiz Carlos Azenha, Paulo Moreira Leite, Renato Rovai e Luis Nassif sobre a relação da grande mídia com os blogs e a influência de ambos nas últimas campanhas eleitorais além de outros temas”, explica Nelson.
Embora desconhecido para muita gente, o processo de compras com bitcoin é fácil e seguro, assegura Antonio Nelson. “É como você comprar dólar numa casa de câmbio ou ações na bolsa de valores”, simplifica o autor. “Você faz um depósito num valor e passa a trocar, negociar esse bitcoin à preço de mercado”. Mas o leitor interessado pode comprar também através de depósito em conta e receber o eBook após o envio do comprovante de pagamento.
Animado com os resultados da sua primeira investida no jornalismo literário, o pernambucano já prepara os próximos lançamentos, agora na poesia. O segundo eBook, de poesias sensuais e erótica, sairá nos próximos três meses. Enquanto finaliza a edição, já está escrevendo a terceira obra, com poesias românticas.
Ingresia
O jornalista baiano Franciel Cruz, 48 anos, também procurou na Internet, uma outra alternativa para publicar seu primeiro livro: a pré-venda. Franciel já trabalhou no jornal Tribuna da Bahia e escreveu crônicas sobre esporte e para a Revista Muito, do Grupo A Tarde, mas vai estrear com “Ingresia”, incentivado por amigos-leitores de sua escrita genuinamente baiana nas redes sociais. Tudo começou no início dos anos 2000, quando ele começou a escrever textos para um grupo do qual participava e mandava para alguns amigos. “Nunca tive ideia de fazer livro, nunca tive pretensão no campo literário, livro está sendo uma surpresa”, conta Franciel, animado pelo sucesso da pré-venda animada via redes sociais. A impressão foi viabilizada com a arrecadação de quase 500 exemplares vendidos antes mesmo de mandar o material editado para a gráfica.
Assim como Antonio Nelson, Franciel também optou em fazer seu livro sem as interferências das editoras. “Eu não queria pitaco, queria de forma independente, para escrever sem interferências”, argumenta. “O editor normalmente indica, opina sobre ‘o que vende’, retira a linguagem, mas não ficaria eu, não seria o meu texto. Dizem que o papel do editor é separar o joio do trigo e publicar o joio”, e arremata no estilo escrachado que conquistou leitores na rede, para além dos amigos: “no meu caso, é tudo joio, mas é o joio que é a minha cara. Eu uso muita gíria falada na rua.”
“Ingresia” já dava nome a um blog criado há alguns anos pelo autor na linha da despretensão. O livro é uma coletânea de contos sobre a Bahia, com histórias do cotidiano, inventadas ou não. “Tem textos sobre política, alguns pretensiosamente culturais e futebol. Selecionei de acordo com os temas, para costurar o livro, para um texto dialogar com outro. Não dividi por capítulos, mas o fluxo divide bem”.
Os livros estão passando pelo processo de finalização do projeto gráfico, e devem ficar prontos até o final deste mês. Sobre as próximas obras ele não faz mistério. “O pessoal mandou eu escrever um livro de crônicas só de futebol. E para isso eu tenho muito material. Mas uma coisa de cada vez”.
Olinda cidade multicores
“O nordeste é muito rico e colorido. A bandeira de Pernambuco já diz muito sobre suas belezas. Temos muita história para contar. Recife e Olinda são feitas de gente cheia de calos e arte nas veias. Sou criado nas ladeiras de Olinda”.
Walter Damatta - Artista plástico.
Antonio Nelson
Em entrevista exclusiva, o artista plástico recifense Walter Damatta apresenta suas as principais obras que transmitem a arte pernambucana, e fala sobre o preconceito que enfrentou do pai para seguir carreira, o uso das "novas" tecnologias no processo de produção, a importância dos professores para sua formação, a utilização de materiais recicláveis, além de reviver momentos especias nas ladeiras do Centro Histórico de Olinda, onde o avô confeccionou o primeiro estandarte das "Pitombeiras dos 4 cantos de Olinda", no bloco carnavalesco Bacalhau do Batata. Confira!
Antonio Nelson - Como nasceu o talento para Arte?
Walter Damatta - Desde o primeiro grito que dei na maternidade de São Marcos, no Recife. Plena ditadura, dia 12 de dezembro de 1964. Minha mãe conta que abriu olhos e viu um “sol grande” nascendo no horizonte. Tinha muita cor e luz. Na sala de cirurgia não havia janelas. Ela diz sempre que sabia que eu ia ser artista. Acredito que nascemos artistas. Se nós vamos dar continuidade é outra coisa. Oportunidade, talento e dedicação são imprescindíveis. Eu pedia para meu pai comprar aqueles discos de vinis, que contavam estórias infantis. Eu montava uma peça teatral com meus amiguinhos e ainda confeccionava as máscaras da peça com sacolas de papel de padaria. Meu sonho era ser cantor. Entrei para o coral e comecei a estudar canto. Foi onde tudo começou ao mesmo tempo. Canto, teatro e artes plásticas.
Antonio Nelson – Quais são suas referências na Escola da Arte nacional e mundial?
Walter Damatta - Gosto muito de Cícero Dias, Marc Chagall, Modigliani, Miró, Fernando Botero, Gilvan Samico, entre outros. Estudei desenho e pintura no MAC - Museu de Arte Contemporânea de Pernambuco, em Olinda. Zé de Moura, João Câmara, Delano, Carlos Viana foram alguns de meus professores. Eu sempre gostei de desenhar. Riscava as paredes da casa. As capas de caderno e até os rolos de papel higiênico. Retratava os amigos da escola. Fazia caricaturas grosseiras de meus professores de matemática. Sempre fui péssimo nessa matéria. Pintava rostos de pessoas que eu nunca tinha visto. Sempre gostei das figuras humanas.
Antonio Nelson - Como foi ter como professores Zé Moura, João Câmara, Delano e Carlos Viana?
Walter Damatta - Em 1982. Eu era muito tímido, cheio de neuras e dúvidas. Meu pai sempre achou que ser artista era o mesmo que ser maconheiro, viado e vagabundo. Eu quase acreditei nele, e assim perdi muito tempo. Ele queria que eu fosse tudo, menos artista. Quando fiz o MAC deparei com uma realidade bem diferente. Gente vivendo de arte, gente apreciando arte. Embora tímido, me senti em casa. Confesso que não foi exatamente o curso que me deu "régua e compasso". Talvez até hoje, eu ainda não tenha encontrado o caminho. Descobri muitas técnicas e personagens que trabalho atualmente, sozinho. Todos os professores eram figurativos, por isso, acredito que talvez a minha paixão por figuras humanas tenha vindo da convivência com eles. Lembro-me que quando entrei no curso havia aproximadamente 35 alunos... No final, restaram uns 12. Nunca encontrei nenhum deles no cenário das artes plásticas. Reencontrei o Zé de Moura numa exposição no Recife, e conversamos um pouco. De qualquer forma, para o mercado de artes, alguns acreditam que é interessante ter tido mestres como eles. Eu Considero que o aprendizado é para sempre. E tem muito artista talentoso por aí que se vira sozinho, e é infinitamente melhor que alguns dos velhos mestres famosos.
Antonio Nelson – O que Olinda e Recife têm para expor ao mundo?
Walter Damatta - Originalidade. Identidade. Arte de um povo de coragem. Povo criativo e persistente. O nordeste é muito rico e colorido. A bandeira de Pernambuco já diz muito de sobre suas belezas. Temos muita história para contar. Recife e Olinda são feitas de gente cheia de calos e arte nas veias. Sou criado nas ladeiras de Olinda. Rua do Bonfim, no pé da ladeira da Sé. Morávamos pertinho de um restaurante, em que o garçon "Batata", do bloco "Bacalhau do Batata" era amigo do meu pai. Meus avós moravam nos 4 cantos, Centro Histórico de Olinda. Meu avô confeccionou o primeiro estandarte das "Pitombeiras dos 4 cantos de Olinda",troça carnavalesca. Tudo é muito mágico aqui. Tive a sorte de ter nascido aqui.
Antonio Nelson – Quais suas principais obras?
Walter Damatta - Tenho muitas fases, mas considero que meu grande momento foi o Festival internacional de mamulengo, o SESI Bonecos do mundo. Embora a agência "Aliança de Comunicação" não tenha citado meu nome em lugar algum. Nessa época, eu trabalhava com resíduos sólidos, garrafas plásticas, papel, lixo reaproveitável. Confeccionei em tempo recorde três bonecos de mamulengos. Eram três modelos: uma ruiva, um velho e um negro. Campanha publicitária "Tão vivo que parece gente". Fiz as cabeças com garrafas PET. Foi um sucesso. Esse festival andou o Brasil todo. Meus trabalhos onde aproveito o lixo são muito admirados.
Caixa de Vinho
Antonio Nelson – As “novas” tecnologias possibilitam mais criatividade e rompem fronteiras?
Walter Damatta - Consigo me comunicar com artistas do mundo através de uma rede social, Facebook. Troco experiências, técnicas, convites. A internet ajudou muito na divulgação de minha arte. Tanto nas artes plásticas, como no teatro e na música também. Pois também trabalho com outras modalidades de arte.
Antonio Nelson – Como funciona seu processo criativo?
Walter Damatta - É um processo muito solitário. Sempre trabalho ouvindo música, notícias do mundo. Gosto de estar livre para pensar, embora isso nem sempre seja possível. Vejo-me ainda preso em nome da sobrevivência. Ainda aceito certas encomendas para pagar as contas no final do mês. Sinto-me meio prostituto em alguns momentos, trabalhos. Viver de arte é um tanto complicado. A dor, a alegria, os amores, e amigos. Fatos da vida são inspirações para mim. O resto é muito trabalho e concentração.
Entrevista realizada em março de 2013 para o site Brasilianas.org
Ciclotron Irajá desvela a Afrociberdelia
Estar desperto para a percepção afrodisíaca, cibernética e psicodélica da Natureza. Afrociberdelia! A sedução do perfume das flores, a exuberância da fauna e a flora... Arte e ciência comunicam-se no caos urbano. Com formação em psicologia, Ciclotron Irajá – o ciclope urbano -, a partir da filosofia e da esquizoanálise mostra como Chico Science enxergou os “caboclos de lança” como criaturas vindas das estrelas com seus aparatos tecnológicos e psicodélicos, fundindo ritmos da cultura popular com o rock elétrico e a música eletrônica numa verdadeira Afrociberdelia, com os “ritmos populares” a exalar afrodisia, o “rock elétrico” que produz cibernética e a “música eletrônica” na distribuição psicodélica, afirma Ciclotron.
Ciclotron já esposara seu trabalho fotográfico - Afrociberdelia Simétrica - na Galeria Tereza Costa Rêgo do Museu de Arte Contemporânea (MAC), em Olinda, Pernambuco (PE). A duplicação de imagens simétricas no Corel Draw, com uma singela câmera Cyber-shot, ele convida para aguçarmos os sentidos. Veja a exposição abaixo. De Olinda para o cibermundo, confira a entrevista exclusiva para este veículo e o blog Textos ao Vento, do jornalista baiano, mestre em História Social, pesquisador de História da mídia Zeca Peixoto.
Antonio Nelson - Qual o conceito de Afrociberdelia e em que se fundamenta?
Ciclotron Irajá – Afrociberdelia é a percepção afrodisíaca, cibernética e psicodélica da Natureza. Tal percepção aproxima Natureza de Cultura uma vez que ambas são máquinas a produzir desejo. O perfume das flores seduz os insetos que são como máquinas voadoras a produzirem a fauna e a flora mantendo a Natureza sempre exuberante. Os padrões geométricos das flores e sua comunicação com os insetos nos conduzem a uma percepção matemática e cibernética da Natureza enquanto máquinas que produzem um ecossistema. A psicodelia fica por conta das replicações infinitas de tais padrões geométricos em forma de flores num arbusto ou por todo o ecossistema.
Antonio Nelson – Há os que pensam que o Chico Science ficou restrito à África?
Ciclotron Irajá – Por conta dos batuques dos tambores africanos dos maracatus introduzidos numa banda de rock por Chico Science & Nação Zumbi, muitas pessoas confundiram o “afro” de “Afrociberdelia” com afro-descendência, limitando o conceito universal ao continente Africano. Quando na verdade “Afrociberdelia” significa a percepção eletrônica da Natureza. Daí a sacação de Chico ao enxergar os “caboclos de lança” como criaturas vindas das estrelas com seus aparatos tecnológicos e psicodélicos, fundindo ritmos da cultura popular com o rock elétrico e a música eletrônica numa verdadeira Afrociberdelia, com os “ritmos populares” a exalar afrodisia, o “rock elétrico” a produzir cibernética e a “música eletrônica” a distribuir psicodelia.
Antonio Nelson – Quais as contribuições que o Chico Science deixou para o mundo contemporâneo?
Ciclotron Irajá – A percepção eletrônica da Natureza que rompe com a linha do tempo entre passado e futuro, conectando-nos em um presente que sempre foi tecnológico, como os “deuses astronautas” de Von Daniken, tendo na imagem dos “caboclos de lança”, dos maracatus rurais, sua melhor representação cujo símbolo máximo trás a primavera, a geometria das flores, nos dentes.
Antonio Nelson – A Filosofia é um dos caminhos para a compreensão da Afrociberdelia?
Ciclotron Irajá – A Afrociberdelia é um dos caminhos para a compreensão da filosofia. Quando se junta natureza, geometria e transcendência, você passa a entender a filosofia. Os maiores filósofos eram matemáticos.

Antonio Nelson – Mas a Filosofia precede a Afrociberdelia!
Ciclotron Irajá – A Filosofia precede o conceito “afrociberdelia”, mas não a percepção matemática e psicodélica da Natureza afrodisíaca. Esses elementos sempre estiveram aí muito antes de enxergarem e começarem a falar sobre eles.
Antonio Nelson – Você testemunhou o surgimento do Mangue Beat no Recife. Quais pontos fundamentais você destaca da época? A geração captou a Afrociberdelia? Qual tua análise contemporânea?
Ciclotron Irajá – Quem sacou na época a Afrociberdelia de Chico foi o tal do Gilberto Gil que logo o apadrinhou com sua varinha de condão. Maravilha, porque a partir dai todas as portas se abriram para a banda, mas sua morte prematura deixou um vazio tremendo no que diz respeito a originalidade musical. Toda criatividade tem uma filosofia como base. Onde está a filosofia na contemporaneidade recifense? No Candomblé? É. Viva Exu!
Não sou crítico de música, sou um filósofo que viu na Natureza sua afrodisia cibernética e psicodélica fazendo-me aproximar das ideias que Chico propagou. Filosofia essa que se encontra nas bases da religião Africana trazida pelos escravos.
* Entrevista publicada em 17/01/2014 para o site Brasilianas.org
* Entrevista publicada em 17/01/2014 para o site Brasilianas.org
Poesía para mi mujer
DESPÍDETE
Mientras no despertabas, le cubría de besos, miradas, sabores, toques, caricias. Mientras no despertabas, hacía poesía en tu cuerpo, lanzaba flores a la primera luz del día, miradas, toques… Mientras no despertabas, me despedía…
“Antonio Nelson é o único brasileiro a participar do Concurso “Sensaciones y Sentidos” do site Diversidad Literaria, na Espanha, com o poema “Despeço”. Sua poesia ganha o mundo! Uma parceria linda e que deu muito certo com Ricardo Souza – professor de espanhol do IF Sertão Pernambucano, e que ficará imortalizada “En el libro Sensaciones y Sentidos”. A arte em uma das mais lindas formas de expressão!”
Angélica Criss – cantautora
Confira no link: https://goo.gl/vYgcCk
Confira no link: https://goo.gl/vYgcCk
Memória
Com o amigo e jornalista Adriano S. Ribeiro travamos com Gilberto Gil um papo sobre Chico Science, maracatus, contracultura, cibercultura e política no Digitalia*.E a participação especial do pesquisador de mídia - Ronaldo Lemos.
*A Digitalia se constitui numa atividade estruturante para a área de Música e Cultura Digital, articulando artistas, pesquisadores, produtores e o público em geral.
Memória viva no tempo que atuei na Rádio Sociedade da Bahia. Uma conversa com o compositor e cantor Jorge Vercillo sobre música e língua "portuguesa"
Memória viva no tempo que atuei na Rádio Sociedade da Bahia. Ao lado do jornalista Gleidson Tavares, no Festival de Verão Salvador, na Coletiva de Imprensa com Maria Gadú. Música Popular Brasileira!
NA LABUTA
Memória viva no tempo que atuei na Rádio Sociedade da Bahia. Uma conversa com o compositor e cantor Jorge Vercillo sobre música e língua "portuguesa"
NA LABUTA
Memória viva no tempo que atuei na Rádio Sociedade da Bahia. Ao lado do jornalista Gleidson Tavares, no Festival de Verão Salvador, na Coletiva de Imprensa com Maria Gadú. Música Popular Brasileira!


















Comentários
Postar um comentário